Vinho 4 — As minhas sugestões para uma garrafeira económica de qualidade
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A escolha do #Vinho4 foi uma sugestão da minha querida enóloga, Patrícia Santos .
Enviou-me uma mensagem, que dizia
"Tenho um vinho que gostava de ver na tua lista, Pombo Bravo.
Vais gostar.
São vinhos honestos, muito simples, que nos permitem respirar.
Essa é a minha enologia."
E é verdade.
Provado e aprovado!
Vinho 4 — Pombo Bravo, Síria 2016
Limpo e amarelo, o Pombo Bravo é um copo cheio de brilho.
O vinho é da Casa Agrícola Cova da Raposa, na freguesia da Pala (considerada a capital da vinha, já que a sua cultura predominante é a viticultura), do concelho de Pinhel, o qual teria sido a Cidade do Vinho 2020 se não acontecesse a pandemia.
Espero que a comissão CVRBI só o adie.
A região da Beira Interior merece toda a promoção e visibilidade.
Num momento de reflexão, o copo na minha mão passa pelo nariz e é aromático, como um campo de flores brancas na primavera.
Na boca é seco, com uma acidez fresca, uma certa cremosidade, com uma intensidade de sabores muito presente, fruta ácida — que me remete para o Mercado da Graça na ilha de São Miguel, especialmente para os seus ananases
que provei — e muito vegetal, que o torna longo, fresco e presente.
Um vinho que contradiz a melancolia do dia de hoje.
Com uma acidez que se pode guardar.
Vou esquecer-me de alguns exemplares na minha garrafeira.
Um pouco de história da Adega deste vinho...
A Adega Cova da Raposa é uma empresa familiar, dirigida pelo pai João, os seus filhos Filomena e Orlando e o genro Luís, que possui uma vasta vinha, onze hectares a 700 metros de altitude,e embora não esteja certificada, segue a filosofia de vinha biológica.
As vindimas são muito tardias, tendo início em Outubro, e a uva apresenta-se com identidade e personalidade próprias. O seu solo é essencialmente granítico, onde o sílex lhe confere características especiais, como o sabor vegetal que tanto aprecio.
A Patrícia diz que "a Beira Interior é naturalmente biológica pelo seu clima e solo, pelo terroir." Também me referiu que quer dar a conhecer a autenticidade da região, da casta e da uva, por isso tem a menor intervenção possível e é isenta de madeira.
O PVP fornecido pela Filomena situa-o nos 4,52€, o que lhe pode garantir um lugar na sua garrafeira.
Podia dizer-lhe que o bebi com algo... mas a honestidade obriga-me a dizer-lhe que o estou a beber sem nada. Contudo, esta é a minha opção. Se tivesse de lhe sugerir um pairing para o Síria de 2016, começaria com uma entrada de queijo Brie, seguido de um frango ao mel, amêndoas e especiarias.
Experimente!
Até breve,
The choice of #Vinho4 was suggested by my dear winemaker, Patrícia Santos.
She sent me a message that said:
“I have a wine I’d love to see on your list, Pombo Bravo.
You’ll like it.
They are honest, very simple wines that allow us to breathe.
That is my winemaking philosophy.”
And it’s true.
Tasted and approved!
Vinho 4 — Pombo Bravo, Síria 2016
Clean and yellow, Pombo Bravo is a glassful of sparkle.
The wine comes from Casa Agrícola Cova da Raposa, in the parish of Pala—considered the capital of the vineyards, since viticulture is its predominant crop—in the municipality of Pinhel, which would have been Cidade do Vinho 2020 if the pandemic had not happened.
I hope the CVRBI committee merely postpones it.
The Beira Interior region deserves all the promotion and visibility it can get.
In a moment of reflection, the glass in my hand passes beneath my nose and proves aromatic, like a field of white flowers in spring.
On the palate it is dry, with fresh acidity, a certain creaminess and a very present intensity of flavour: tart fruit that takes me back to Mercado da Graça on the island of São Miguel, especially to the pineapples
that I tasted—and plenty of green, vegetal notes, which make it long, fresh and lingering.
A wine that contradicts the melancholy of today.
With acidity that can be laid down.
I’m going to forget a few bottles in my cellar.
A little history of this wine’s winery...
Adega Cova da Raposa is a family business, run by father João, his children Filomena and Orlando, and his son-in-law Luís. It owns an extensive vineyard, eleven hectares at 700 metros above sea level, and although it is not certified, it follows an organic-vinegrowing philosophy.
The harvests are very late, beginning in October, and the grapes have their own identity and personality. The soil is essentially granite, with flint giving it special characteristics, such as the green, vegetal flavour I appreciate so much.
Patrícia says that “Beira Interior is naturally organic because of its climate and soil, its terroir.” She also told me that she wants to introduce people to the authenticity of the region, the grape variety and the fruit, which is why she uses as little intervention as possible and no wood.
The PVP provided by Filomena places it at 4,52€, which may earn it a place in your cellar.
I could tell you that I drank it with something... but honesty obliges me to say that I am drinking it on its own. Still, this is my choice. If I had to suggest a pairing for the Síria de 2016, I would start with a Brie cheese starter, followed by chicken with honey, almonds and spices.
Give it a try!
Until soon,
Menina do Livrinho . wine
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Comentários (3)
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Houve um problema a falar com o servidor. Tenta outra vez daqui a pouco — o que escreveste continua aí.



Diana 5 de abril de 2020
Olá bom dia.
Como posso comprar este vinho?
Menina do Livrinho 8 de abril de 2020
Olá, Diana.
Pode pedir directamente ao produtor.
Se não consegui, avise-me.
Até breve.
Anónimo 22 de abril de 2020
Já o comprei. Muito agradável. bebi-o antes do almoço e não chegou lá.