Lacrau liberta veneno ou prazer?
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Ontem bebi Lacrau.
Comecei pelo Lacrau Rosé 2017, com uma matriz muito na moda, dizem, cor casca de cebola!
Este vinho (e eu que nem sou grande admiradora dos vinhos rosa) agradou-me imenso, talvez pela nova cor .
Fim de tarde, sala cheia, um bom momento, do vinho um aroma de flores frescas e de frutos vermelhos, um sabor oriundo da frescura e gosto do morango, uma salinidade de petiscos por comer e uma pimenta suave que, bem misturada com a acidez, promove a conversa.
Defini-o, no meu querido Livrinho, como um vinho engraçado!
Adquiri este vinho para o beber só, e é a minha sugestão. No entanto, uma salada, um sushi, ou mesmo uma pasta também seriam bons acompanhantes para este rosé.
Contudo, a grande surpresa foi Lacrau Moscatel Galego Branco 2015 !
Quando foi servido, do copo saiu o já muito querido e conhecido bálsamo a moscatel. Muito presente e doce.
Mas quando provo, a surpresa é genuína.
Então, onde está o velho conhecido moscatel?
A minha memória viajou. Desafiou sentimentos e viagens. E recordei a sensação que um xerez de Espanha, um fino, me provocou.
Este vinho tem uma secura deliciosa, mesclado com especiarias, um toque subtil ao sabor que retenho como moscatel galego misturado com hortelã pimenta, que se prolonga na minha boca.
Pensei em mar, brisa, lua.
Sugiro que se beba!
É um vinho muito original, com uma acidez crocante e encantadora.
Para beber e beber e beber. E, já agora, sussurrar entre o barulho de cada onda, entre a espuma branca do mar e o dourado brilhante do vinho.
Garanto que vou seguir a minha sugestão muito em breve e, tal como o Rui sugeriu, bebê-lo entre os 15 e os 16ºC.
Estes vinhos monovarietais são produzidos com as castas Touriga Nacional e Moscatel Galego, em Favaios, Douro, pelos enólogos Rui Cunha e Gonçalo Sousa Lopes, uma dupla apaixonada pelo que produz e " fiel ás suas origens" .
Remontando ao início, veneno ou prazer?
Até breve,
Yesterday I drank Lacrau.
I began with Lacrau Rosé 2017, with a very fashionable profile, they say—onion-skin colour!
This wine (and I’m not even a great admirer of rosé wines) pleased me enormously, perhaps because of its new colour.
Late afternoon, a full room, a good moment: the wine brought aromas of fresh flowers and red fruit, a flavour born of freshness and the taste of strawberries, a saltiness reminiscent of snacks waiting to be eaten, and a gentle pepperiness which, beautifully blended with the acidity, encourages conversation.
In my dear Livrinho, I defined it as a fun wine!
I bought this wine to drink on its own, and that is my suggestion. However, a salad, sushi, or even pasta would also be good companions for this rosé.
However, the great surprise was Lacrau Moscatel Galego Branco 2015!
When it was served, that already much-loved and familiar moscatel balm rose from the glass. Very present and sweet.
But when I taste it, the surprise is genuine.
So where is the old familiar moscatel?
My memory travelled. It challenged feelings and journeys. And I remembered the sensation a fino from Spain had given me.
This wine has a delicious dryness, interwoven with spices, and a subtle flavour that I retain as moscatel galego blended with peppermint, lingering in my mouth.
I thought of the sea, the breeze, the moon.
I suggest you drink it!
It is a very original wine, with a crisp and enchanting acidity.
To drink and drink and drink. And, while you’re at it, to whisper amid the noise of each wave, among the sea’s white foam and the wine’s brilliant gold.
I guarantee that I will follow my own suggestion very soon and, as Rui suggested, drink it between 15 and 16ºC.
These single-variety wines are made with the Touriga Nacional and Moscatel Galego grapes, in Favaios, Douro, by winemakers Rui Cunha and Gonçalo Sousa Lopes, a pair passionate about what they produce and “faithful to their origins”.
Going back to the beginning, poison or pleasure?
Until soon,
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Comentários (4)
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Houve um problema a falar com o servidor. Tenta outra vez daqui a pouco — o que escreveste continua aí.



alvaro 30 de março de 2019
Olá
Vou aceitar a sugestão.
Depois vou responder à sua pergunta.
Menina do Livrinho 30 de março de 2019
Olá Alvaro
Vou aguardar, curiosa.
Até breve
Rui Souto e Castro 19 de abril de 2019
Ainda não bebi, mas quero fazê-lo, pois vi pelo texto inspirado que desperta paixões.
Gosto bastante de vinhos Rosé, são muito versáteis e além disso a sua cor trás um toque fresco e leve à mesa.
Menina do Livrinho 24 de abril de 2019
Sei a tua apetência por rosés. Experimenta!