Vinho do Porto Churchill´s num passeio de fim de tarde...
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Vinho do Porto, paz, elegância e sorrisos é o que se obtém quando se visita as caves Churchill´s .
No meio de ruelas empedradas que remetem a outros tempos, chegamos à antiga zona aduaneira de Vila Nova da Gaia, onde se encontra a sala de prova e sua cave.
Nem queiram saber os segredos deliciosos ali guardados.
A margem sul do rio Douro, mesmo a chegar à foz, tem uma panóplia de caves extraordinárias, que se diferenciam pelos néctares distintos que oferecem.
Churchill´s diferencia-se por vinhos do Porto secos, ácidos e frescos, filosofia delineada pelo seu dono Johnny Graham quando fundou a empresa em 1981. Impôs o seu estilo e a sua visão ao mundo tradicional destes vinhos, no qual já se encontrava como filho de quinta geração da tradicional família Graham . O novo nome escolhido foi em homenagem à sua esposa, Caroline Churchill.
Definiu que os seus Portos fossem produzidos com uvas Grau A e exclusivamente com uvas nativas da região de Cima-Corgo da região do Douro, da quinta da Grincha.
Em 2002, fez parceria com o enólogo Ricardo Pinto Nunes, que possui visão idêntica.
Na vindima as uvas são colhidas manualmente.
A seleção das uvas é feita por escolha dupla e estas são esmagadas em pisa a pé em lagares de granito, que permite uma maceração mais lenta e profunda das uvas e suas peliculas, extraindo mais cor e taninos, protegendo os aromas e sabores originais daquelas uvas.
Para tornar os seus vinhos mais secos e diferenciadores, a fermentação demora mais 12 a 24 horas que o estipulado pelas outras casas. Esta adição de tempo de fermentação permite transformar mais açúcar em álcool e diminuir a quantidade de aguardente adicionada.
Voltando à minha visita à cave... Recebida pela Cármen, uma das nossas anfitriãs, começamos a nossa visita pelo universo Churchill´s.
Entre estórias, passeamos entre barris, pipas e grades de vinho. A vontade de os beber aumentava a cada passo. Saber que naqueles barris e pipas estão alguns vinhos com imensos anos, e que os mesmos conservam os deliciosos néctares faz-nos viajar para a sala de prova.
O primeiro vinho a ser servido foi o White Port Dry Aperifit, produzido com as castas Malvasia Fina, Rabigato, Códega e Viosinho, de vinhas plantadas em grandes altitudes e com solo granítico. Tem um estágio de 10 anos em barricas, que lhe confere a cor dourada velha. No nariz sente-se algumas especiarias, uvas passas e resina. Na boca, a frescura aliada a alguns frutos secos, mel e especiarias é um excelente aliado para uma boa conversa e boas risadas entre amigos. Com um preço versus qualidade extraordinário, sugiro que o comprem ou adquiram na loja como eu fiz e levei comigo.
O segundo e terceiro vinhos foram servidos juntos, o frutado Reserve Ruby e do clássico Tawny de 10 anos.
O Porto Reserva é uma mistura de vinhos produzidos a partir das mesmas vinhas dos Portos Vintage da Churchill. O Porto Reserva, de cor rubi — mias opaco e mais escuro que o Tawny 10 anos —, é produzido com 20% Touriga Nacional, 20% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz, 20% Tinto Cão, 20% Tinta Barroca e amaciado pelo envelhecimento em madeira. O seu olor é a frutos vermelhos e resina e no palato, a acidez aliada à frescura realça os mirtilos e framboesas que parece conter. Um inglês que me acompanhou perguntou se tinha adição destes frutos na sua composição, tal o delicioso sabor. Esclareci que é cem porcento uvas, não fossem restar duvidas.
O Tawny 10 anos de idade da Churchill foi o terceiro e último a ser provado e é envelhecido em grandes tonéis de carvalho antes de ser transferido para pipas de vinho do Porto.
A cor castanho-tijolo rica tem reflexos âmbar e é produzido com um lote de campo com muitas castas como Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Barroca, Touriga Franca e Tinta Francisca. O olor a frutos secos, a casca de laranja e a mel, torna-o presente, encantador e muito longo na boca. Entre os dois, o ruby e o twany, a acidez fresca é maior no primeiro, e a cremosidade no segundo.
Se pretenderem fazer esta visita e prova tem de reservar:
Churchill's Lodge
telefone: + 351 22 374 4193
telemóvel: +351 91 310 6066
e-mail: lodge@churchills-port.com
Antes de me despedir, revelo-vos um segredo bem guardado, o 1982 Garden Bar, um espaço nos jardins da cave, onde se podem degustar cocktails de vinho do Porto e tábuas de mimos deliciosos.
O local ideal para se estar seguro, numa época onde o exterior se apresenta seguro e livre da pandemia que nos assolou.
Enjoy the life!
Até breve ,
Port wine, peace, elegance and smiles are what you get when you visit Churchill´s cellars.
Amid cobbled alleyways that take us back to other times, we arrive at the old customs district of Vila Nova da Gaia, where the tasting room and cellar are located.
You really don’t want to know about the delicious secrets kept there.
The south bank of the Douro river, just as it reaches the mouth, is home to an array of extraordinary cellars, each distinguished by the different nectars they offer.
Churchill´s stands out for its dry, acidic and fresh Port wines, a philosophy shaped by its owner Johnny Graham when he founded the company in 1981. He imposed his style and vision on the traditional world of these wines, in which he was already established as the fifth-generation son of the traditional Graham family. The new name chosen was a tribute to his wife, Caroline Churchill.
He decided that his Ports would be made with Grau A grapes and exclusively with native grapes from the Cima-Corgo area of the Douro region, from quinta da Grincha.
In 2002, he partnered with winemaker Ricardo Pinto Nunes, who shares the same vision.
During the harvest, the grapes are picked by hand.
The grapes are selected twice and then crushed by foot in granite lagares, allowing for slower, deeper maceration of the grapes and their skins, extracting more colour and tannins while preserving their original aromas and flavours.
To make its wines drier and more distinctive, fermentation lasts 12 to 24 hours longer than stipulated by other houses. This additional fermentation time allows more sugar to be turned into alcohol and reduces the amount of aguardente added.
Returning to my cellar visit... Welcomed by Cármen, one of our hostesses, we began our journey through the Churchill´s universe.
Amid stories, we wandered among barrels, casks and wine crates. The desire to drink them grew with every step. Knowing that some of the wines in those barrels and casks have many years behind them, and that they preserve such delicious nectars, makes us travel onwards to the tasting room.
The first wine served was the White Port Dry Aperifit, made with the Malvasia Fina, Rabigato, Códega and Viosinho grape varieties, from vineyards planted at high altitudes in granite soils. It spends 10 years ageing in barrels, giving it its old golden colour. On the nose, there are hints of spices, raisins and resin. On the palate, its freshness combined with dried fruit, honey and spices makes it an excellent companion for good conversation and plenty of laughter among friends. With an extraordinary price-to-quality ratio, I suggest you buy it—or pick one up in the shop, as I did, and take it home with you.
The second and third wines were served together: the fruity Reserve Ruby and the classic Tawny 10 years.
The Porto Reserva is a blend of wines made from the same vineyards as Churchill´s Vintage Ports. The Porto Reserva, ruby in colour—more opaque and darker than the Tawny 10 years—is made with 20% Touriga Nacional, 20% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz, 20% Tinto Cão, 20% Tinta Barroca and softened by ageing in wood. Its aroma is of red fruit and resin and, on the palate, its acidity combined with freshness highlights the blueberries and raspberries it seems to contain. An Englishman who was with me asked whether these fruits had been added to its composition, the flavour was so delicious. I explained that it is one hundred percent grapes, just so there could be no doubt.
Churchill´s 10-year-old Tawny was the third and final wine tasted, and it is aged in large oak vats before being transferred to Port wine casks.
Its rich brick-brown colour has amber highlights, and it is made from a field blend containing many varieties such as Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Barroca, Touriga Franca and Tinta Francisca. The aromas of dried fruit, orange peel and honey make it expressive, enchanting and wonderfully long on the palate. Between the two—the ruby and the tawny—the fresh acidity is greater in the first, while the second is creamier.
If you would like to make this visit and tasting, you must book:
Churchill's Lodge
telephone: + 351 22 374 4193
mobile: +351 91 310 6066
e-mail: lodge@churchills-port.com
Before I say goodbye, let me reveal a well-kept secret: the 1982 Garden Bar, a space in the cellar gardens where you can enjoy Port wine cocktails and boards of delicious treats.
The ideal place to feel safe, at a time when the outdoors offers a safe haven, free from the pandemic that overwhelmed us.
Enjoy the life!
See you soon,
Menina do Livrinho . wine
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Comentários (1)
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Vai ser publicado depois de ser aprovado. Obrigada pela partilha!
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Houve um problema a falar com o servidor. Tenta outra vez daqui a pouco — o que escreveste continua aí.



Anónimo 18 de outubro de 2022
Segui a sua sugestão. Que espaço tão agradável.