Dia 1 — aMar Matosinhos
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Numa sexta-feira de sol, um momento raro neste verão do Porto, estive em Matosinhos, no aMAR Matosinhos, Festival do Peixe e Marisco .
Nada como iniciar com o pé direito ou, no meu caso, com o copo certo a prova comentada “3 Irmãos, 3 Regiões” com três dos oito irmãos Cabral de Almeida, os enólogos Rita, Luís e João.
Os vinhos verdes do João, meus velhos conhecidos, os Camaleão , do qual destaco Camaleão blend de Loureiro com Alvarinho , um vinho fresco e aromático, tem como curiosidade ser um blend de castas e um blend de regiões, Baião, Amarante e Felgueiras, para obter de cada casta as melhores características que os diferentes terroirs daquelas regiões podem oferecer. O João, neste seu projecto pessoal, fomenta a que este vinho seja bebido fresco, e, para o efeito, o camaleão do rótulo passa de verde a azul quando na temperatura correcta, convidando à degustação.
O segundo irmão, o Luís, levou-me para a planície dourada, a Vidigueira, com os vinhos branco e tinto Sossego , da chancela da Sogrape.
Surge a Rita, que me leva para Viseu, com os seus Jardins de Granito . Vinho feito por mulheres — a irmã Rita e a cunhada Mafalda, a enóloga casada com o irmão Luís — para mulheres, mas que também deve ser bebido por homens.
Não me recordo de os ter provado, o que lamento, mas agora rendo-me a mais uns vinhos da região do Dão. Provei Jardim de granito, Terroir Blend , com quatro castas — Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jean e Alfrocheiro — um vinho com uma cor violeta translúcida, onde as quatro castas se misturam e se ligam em aromas e sabores deliciosos e elegantes. O Jardim de Granito, Touriga Nacional , é um vinho mais denso, repleto de aromas florais, onde as flores silvestres se mostram intensas e presentes.
Vale a pena apreciar estes " jardins"!
Ali, participei no Showcooking do Chef António Vieira, do Restaurante Wish, que ensinou a cozinhar tranche de robalo em crosta de ervas e citrinos e milhos de marisco. Simplesmente delicioso numa opinião mais ibérica, atendendo à partilha degustativa com as minhas novas amigas espanholas.
A música ao vivo que se ouvia, um tributo às melodias portuguesa, foi o prelúdio de um passeio pelas diversas tendinhas por ali espalhadas de manjares e vinhos.
Brindei a bons momentos com o Espumante Reserva Bruto , da Quinta de Santa Cristina , servido pelo seu porta-voz Manuel e o seu enólogo Diogo e adorei conhecer o 500 Alvarinho e Loureiro , da Adega de Ponte da Barca e a sua embaixadora Patrícia. Vinho muito saboroso! Já mora em minha casa.
Para terminar uma tarde tão bem organizada e animada, participei no Workshop do Chef Ricardo Cardoso do Restaurante Barão de Fladgate, das Caves Taylors, que preparou Robalo de anzol com cevadinha de limão e parmesão, línguas frescas de bacalhau e cebolinho.
Quem diria que cevadinha fosse tão interessante e saboroso!
Neste workshop, foi elaborada uma harmonização com dois vinhos, apresentados pelo enólogo da Quinta das Arcas , Fernando Machado, o Conde Villar Alvarinho 2018 , um vinho verde, e Herdade de Penedo Gordo 2018, Roupeiro e Antão Vaz , um alentejano cremoso.
Transcrevi para o meu querido Livrinho as duas receitas que vou testar em casa... Quem sabe se não terei sido uma boa aluna!
Às 22:30, as portas foram encerradas e o que restou foram memórias de peixe, música, vinho e calor vividas num jardim à beira mar, em Matosinhos!
On a sunny Friday, a rare moment this summer in Porto, I was in Matosinhos, at aMAR Matosinhos, Festival do Peixe e Marisco.
Nothing like starting off on the right foot—or, in my case, with the right glass—with the guided tasting “3 Irmãos, 3 Regiões”, featuring three of the eight Cabral de Almeida siblings, winemakers Rita, Luís and João.
João’s vinhos verdes, old friends of mine, included the Camaleão wines, among which I would highlight Camaleão blend de Loureiro com Alvarinho, a fresh and aromatic wine. Its curiosity lies in being both a blend of grape varieties and a blend of regions—Baião, Amarante and Felgueiras—bringing out the finest characteristics each variety can offer from the different terroirs of those regions. In this personal project, João encourages the wine to be enjoyed chilled and, to that end, the chameleon on the label changes from green to blue when it reaches the right temperature, inviting you to taste it.
The second brother, Luís, took me to the golden plains, to Vidigueira, with the white and red Sossego wines, under the Sogrape label.
Then came Rita, taking me to Viseu with her Jardins de Granito. Wine made by women—the sister Rita and sister-in-law Mafalda, the winemaker married to their brother Luís—for women, but one that men should drink too.
I don’t remember having tasted them before, which I regret, but now I surrender to yet more wines from the Dão region. I tasted Jardim de granito, Terroir Blend, with four grape varieties—Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jean and Alfrocheiro—a wine with a translucent violet colour, in which the four varieties mingle and come together in delicious, elegant aromas and flavours. Jardim de Granito, Touriga Nacional, is a denser wine, full of floral aromas, with wildflowers showing themselves intensely and unmistakably.
These “gardens” are well worth appreciating!
There, I took part in a showcooking session with Chef António Vieira, from Restaurante Wish, who taught us how to cook sea bass fillet in a herb and citrus crust, along with seafood milhos. Simply delicious, especially from a more Iberian perspective, given that I shared the tasting with my new Spanish friends.
The live music playing—a tribute to Portuguese melodies—was the prelude to a stroll among the various little stalls scattered around, filled with delicacies and wines.
I raised a toast to good times with Espumante Reserva Bruto, from Quinta de Santa Cristina, served by its spokesperson Manuel and its winemaker Diogo, and I loved discovering 500 Alvarinho e Loureiro, from Adega de Ponte da Barca, and its ambassador Patrícia. A very tasty wine! It already has a home in my house.
To bring such a well-organised and lively afternoon to a close, I took part in the workshop led by Chef Ricardo Cardoso, from Restaurante Barão de Fladgate, at Caves Taylors. He prepared line-caught sea bass with lemon and Parmesan pearl barley, together with fresh cod tongues and chives.
Who would have thought pearl barley could be so interesting and delicious!
In this workshop, a pairing was created with two wines presented by Fernando Machado, the winemaker from Quinta das Arcas: Conde Villar Alvarinho 2018, a Vinho Verde, and Herdade de Penedo Gordo 2018, Roupeiro e Antão Vaz, a creamy wine from Alentejo.
I transcribed both recipes into my dear Livrinho, and I’m going to try them at home… Who knows, perhaps I was a good student!
At 22:30, the doors closed, and what remained were memories of fish, music, wine and warmth, enjoyed in a seaside garden in Matosinhos!
Menina do Livrinho . wine
Menina do Livrinho.Wine
- Vinho Verde
- Touriga Nacional
- Tinta Roriz
- Alfrocheiro
- Loureiro
- Alvarinho
- Antão Vaz
- aMAR Matosinhos W`BF
Galeria
Comentários (4)
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Vai ser publicado depois de ser aprovado. Obrigada pela partilha!
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Houve um problema a falar com o servidor. Tenta outra vez daqui a pouco — o que escreveste continua aí.



Miguel 26 de agosto de 2019
Ofereco-me de cobaia para experimentar as receitas da menina do livrinho ����
Miguel 26 de agosto de 2019
Espero servir de cobaia nas duas receitas que a menina do livrinho vai testar. Estou disponível no dia que quiser !!!!!
Menina do Livrinho 26 de agosto de 2019
Será que sou merecedora de tal confiança?
Menina do Livrinho 26 de agosto de 2019
Olá, Miguel!
Será melhor experimenta-las primeiro!
Estás convidado para cobaia de risco calculado, ou melhor, cobaia de segundo nível!